APRENDER PARA APLICAR, NÃO PARA POSTAR | Por Andressa Pécora

Há algum tempo venho sendo incomodada (no bom sentido) com a superficialidade da “vida cristã na internet”.

Vez ou outra eu externo aqui a voz da minha consciência através de textos. Coisas sobre as quais venho pensado… eu posto e compartilho com centenas de pessoas. Fiz um compromisso comigo mesma de evitar postar coisas supérfluas, que não são boas e edificantes em si mesmas. Pois, acredito piamente que nosso cristianismo deve ser demonstrado em todos os ambientes que estivermos, inclusive o virtual. Mas, porque eu faço o que faço? É a pergunta que têm martelado na minha cabeça.

Não quero gastar a maior tempo da minha vida blogando sobre a verdade, e sim vivendo-a (porque é só isso que importa no final). Não quero ser uma “teóloga de internet”, pregando um cristianismo resumido à frases soltas e sendo uma “acumuladora de bons sermões”. Toda essa “vida teórica” não tem valor. Nós só atestamos que somos cristãos quando nossa vida é um reflexo da nossa boa teologia.

Eu não quero uma vida cristã dependente de exibicionismo. Não quero que meu coração se prenda ao prazer dos aplausos, e que minha alma fique sedenta de toda essa exposição que as redes sociais nos proporcionam. Não quero chegar ao ponto de me conformar em ir à igreja semanalmente e postar texto no Facebook, achando que essas coisas fazem de mim uma autêntica cristã, porque definitivamente não fazem.

A verdadeira vida com Deus é vivida fora dos holofotes. É vivida no dia a dia, na “vida real”, no offline. Aqui, na internet, nós pregamos com palavras (de forma ativa), mostrando ao mundo nosso lado bonito e todo o nosso conhecimento. Em consequência, somos admirados pelos que nos acompanham; somos elogiados; temos um feedback mais que positivo. Gostamos disso e no fim corremos o risco de acreditarmos que somos mesmo pessoas incríveis e inteligentes. Já na nossa vida cotidiana, nós pregamos também com condutas (de forma passiva), e é nesse momento que somos verdadeiramente conhecidos e fundamentadamente admirados (ou não); é quando somos pegos de surpresa, com a guarda baixa, sem o esforço premeditado de agradar a todos.

Enfim, estou escrevendo isso pra mim mesma. Pra que eu nunca me esqueça que não posso me afogar na lama da superficialidade, nem me afundar na areia movediça do conhecimento sem prática (ou da prática com motivações erradas).

É isso. Que possamos aprender as verdades eternas para aplicá-la em nossas vidas, e não para meramente postá-la na internet. E que Deus nos ajude nessa árdua batalha.

 

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