DECIDI MORRER PARA MIM MESMA | Por Giselle Prado


Então eu decidi morrer no dia 18/12/2011 para mim mesma e viver para Cristo.

Muitos me indagavam o porquê que eu ainda não era batizada nas águas, pois eu havia nascido em um berço evangélico, aceitado a Cristo com 15 anos, e já era batizada no Espírito Santo… Minhas respostas eram sempre as mesmas: “eu ainda não sinto de ser o tempo”.

Participei de vários batismos. Vi todas as minhas amigas se batizando. Sempre foi muito lindo, mas eu como sempre muito sincera comigo mesma, eu não podia fazer por fazer ou porque todo mundo estava se batizando.

O batismo é algo sério e deve ser um divisor de águas nas nossas vidas. Batismo nada mais é do que uma decisão nossa de viver completamente para Deus, morrendo para o mundo e vivendo por causa de Cristo, através de Cristo e para Cristo.

Havia muitas dúvidas, medos, mentiras e incertezas dentro de mim, mas ao longo desse ano de 2011 mesmo com altos e baixos, clamei ao Senhor por ajuda e Ele implantou em mim o intenso desejo de viver para Ele independente dessas minhas terríveis falhas. Comecei a sentir o desejo por cumprir aquilo que estava escrito nas escrituras por querer viver para Ele.

Presenciei experiências incríveis em batismos. Experiências como, por exemplo, de ver outras pessoas se batizando e sentir fortemente a presença de Deus naquele lugar. Experiências como, por exemplo, também, da minha avozinha quando ela saiu das águas dizendo que quando ela abriu os olhos, viu tudo muito branco e uma presença doce sobre ela. E é claro que eu queria muito sentir tais coisas quando fosse a minha vez.

Mas havia um “problema”… Durante todo o ano o Pastor não falou a respeito de batismo. Eu creio que era porque praticamente a igreja inteira já era batizada. Então eu comecei a falar com Deus a respeito desse meu desejo.

Em certo culto do nada, mas creio que direcionado por Deus, o Pastor anunciou que teríamos batismo na igreja e pediu para quem quisesse: levantar a mão. Levantou eu e mais uma criança, mas no final acabaram se batizando mais algumas pessoas. Nessa mesma hora eu não pude me esquecer, veio àquela sensação de oração atendida. Glórias a Deus!

Começaram os estudos bíblicos sobre o batismo e eu não perdi um se quer. Quando o dia tão esperado chegou, eu não vi nada de esplendoroso, mas senti uma alegria imensa e uma paz incompreensível. A partir daquele momento eu, o mundo, o inferno e o céu presenciaram a Quem eu pertencia: totalmente e exclusivamente a DEUS!

E então a velha Giselle morreu. Glorifico a Deus por ter me dado tal oportunidade.

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