FOME RADICAL | Por Lara Dias

Eu demorei para entender toda inquietude dentro de mim, o porque meu desespero por alcançar um alvo.

Eu sempre recebi palavras de que geraria filhos, e desde então comecei a crer que esses filhos seriam pessoas a quem eu deveria inspirar de alguma forma, algumas pessoas apareceram em minha vida e eu creio no forte propósito de encorajá-las a ir mais profundo.

Nessa caminhada eu me encontrei inquieta novamente, na verdade  bem mais do que já estive, um senso de inconformismo estava bradando dentro de mim e eu comecei a tentar entender o que estava acontecendo, comecei a ficar frustrada porque sabia que algo estava faltando.

De uns tempos pra cá eu senti necessidade de mergulhar mais fundo, logo acima eu disse que sentia necessidade de encorajar pessoas ao profundo, porém o profundo pode ser mais além do que pensamos, eu sei que há um caminho para conduzir pessoas, porém o ponto final não é onde pensamos chegar, Deus sempre tem algo além do que pensamos, sabe o filme do Nemo, a famosa frase da Dory: continue a nadar, continue a nadar? basicamente é isso.

Estes últimos tempos pra mim basicamente se resumiram a uma busca oculta e silenciosa, eu cheguei a olhar muitas vezes para o lado e ver se o que eu procurava poderia ser apontado por alguém ao meu lado, até que ele me provocou a entender que eu estava sendo consumida por uma “fome radical” que eu não conseguia saciar, quanto mais Dele eu estava consumindo parece que meu corpo vibrava por cada vez mais e mais, insaciável.

Na segunda-feira 25/11 estive em culto de  avivamento promovido pelo ministério Som do Reino, no qual o ministro Alessandro Vilas Boas trouxe à igreja uma palavra sobre o poder do evangelho, após a palavra, levantou-se um clamor em oração, eu estava em meu lugar, e essa frase fome radical não saía de minha oração, neste momento o pastor Gabriel Cantarino dirigiu-se a mim, tocou em meu ventre e começou a proferir palavras espirituais e profetizou paixão em minha vida, paixão por Cristo, pelo evangelho.

Deus nesta noite me fez entender que a fome radical que eu não consigo saciar se baseia num amor incondicional, numa paixão racional em que Cristo deseja me consumir, e de alguma forma consumir as pessoas ao meu redor, ou melhor não consumir , mas queimar em nós, para que venhamos arder, assim como a sarça que Deus manifestou a Moisés, precisamos arder de forma radical, Deus deseja nos ver queimar de amor e paixão por Ele, derramarmos nossas lágrimas de paixão a Ele, e inundar nossa geração para que seja manifestada a esperança da glória dele que Ele deseja que tenhamos.

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