GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA | Uma criança gerando outra criança

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– “Gi, estou grávida!”  –

Foi ao me deparar com uma situação de uma jovem que aos 15 anos engravidou, meus olhos foram abertos frente a uma necessidade gritante que abordaremos também aqui no blog.

Assunto delicado, mas que também há urgência de aconselhamento, cuidado e cura interior.

A jovem estava grávida de alguns meses a partir de violência sexual. Seu desespero ao me contar sobre o fato de estar grávida de um homem que cometera tamanha atrocidade, a ferindo e desrespeitando a dignidade da jovem menina, me trouxe uma profunda tristeza e indignação.

Segundo as estatísticas, uma brasileira entre 10 e 14 anos da a luz a cada 15 minutos. E estima-se que 12 milhões de pessoas são vítimas de abuso sexual a cada ano no mundo. Quando a gravidez ocorre entre 10 e 14 anos é preciso estar atento porque, segundo relatório da ECOS, nesta faixa etária a gravidez está muito mais relacionada a situação de violência sexual do que em outras faixas etárias.

O que fazer ? Como aconselhar ? 

A violência sexual é um dos motivos para o crescimento evidente dos índices de gravidez na adolescência.

Infelizmente após esse ocorrido, me deparei com mais algumas outras  histórias semelhantes, porém envolvendo pai ou parentes próximos como o violentador. Lamentável!

Não há justificativas para esse ato terrível! Independente de como sejam ou de onde estejam, a pessoa abusada sempre será vítima onde as sequelas do sofrimento, doenças mentais e traumas serão profundos se não houver um acompanhamento de alguém confiável e com conhecimento na área.

Minha resposta de imediato foi: “você não está sozinha!”  – Costumo dizer para todas as meninas que tenho a honra de cuidar, como também para mim mesma essa frase. Mesmo frente a uma situação que parece ser devastadora, Ele está conosco. Não estamos sozinhas, JAMAIS!

Passado alguns minutos perguntei a ela, se a mãe já sabia do ocorrido ou alguém de confiança. Infelizmente tal ato faz com que a vítima se sinta extremamente envergonhada em declarar tal fato em razão de pre julgamentos dando a entender que a vítima é culpada. Não! Você não tem culpa, menina! 

Após muita insistência e por não conseguir esconder mais a barriga, a jovem menina contou aos pais o ocorrido, onde fora muito bem acolhida e amparada.

Se faz então extremamente necessário possibilitar acesso imediato a cuidados de saúde e de apoio à vítima e a toda família. Ela é apenas uma criança gerando outra criança. Não há maturidade suficiente para lidar com tamanha situação. Nessas horas o apoio da família é essencial.

Abortar ou não ? 

Quando a gravidez decorre de abuso sexual, a maioria das adolescentes revela o desejo de não ter o filho devido ao trauma gerado e momento inadequado.

“Eu sempre quis ter um filho, mas eu não quero um filho de meu próprio pai.”

É preciso analisar a situação de maneira profunda.

Menos de um décimo, opta em realizar o aborto devido a complicações  e risco de vida. Mas Deus é um Deus de milagres. Deus pode preservar a vida da mãe e da sua criança, apesar de todos os indícios médicos. No entanto, esta questão de risco de vida só pode ser resolvida entre a gestante, familiares e Deus.

Em contra partida, muito mais meninas realizam o aborto porque elas simplesmente não querem ter o bebê no momento ou por serem jovens demais, faltando dessa forma a maturidade em geral suficiente para lidar com a situação.

Porém por mais difícil que seja ficar grávida como resultado de abuso sexual, principalmente na fase da adolescência, abortar por simplesmente querer abortar ou por não ter condições psicológicas isto torna o assassinato de uma vida. Dois erros não fazem um acerto. A criança resultante de abuso sexual pode ser dada para adoção por uma família amável ou a criança pode ser criada pela avó. Por isso afirmo que a criança gerada não deve ser punida pelos atos malignos do seu pai. O aborto não deve ser a primeira opção. 

E claro… É de suma importância a gestante adolescente ter acompanhamento intenso psicológico e de saúde.

A Bíblia não trata especificamente sobre a questão do aborto.  No entanto, em Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto.

Além disso Deus não nos deu permissão para matar seres humanos. Enquanto ele usa governos humanos para punir os malfeitores, especialmente os assassinos (Romanos 13:1-7; Gênesis 9:6).

A vida de um bebê no útero é digna de todo o esforço necessário para permitir um processo de concepção completo.

PUNIÇÃO, JÁ!

Estupro e incesto são errados e os criminosos deverão ser punidos. Não se cale, denuncie! Procure alguém de confiança, conte sobre o ocorrido e busque seus direitos como ser humano.

Puts! Já cometi aborto e agora ? 

Calma! Abortar não é menos perdoável do que qualquer outro pecado. Afinal, não existe pecadinho e pecadão. Através da fé em Cristo, todos e quaisquer pecados podem ser perdoados (João 3:16; Romanos 8:1; Colossenses 1:14).

“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (2 Coríntios 7:10)

Peça perdão a Deus de coração e você será limpo de toda culpa e acusação.

Por fim, a jovem menina grávida e cristã tem tido acompanhamento médico e apoio de sua família. Jesus tem mostrado a ela que mesmo em meio a dor há propósitos lindos. Ele reverte qualquer tipo de maldição em benção. Ele é Deus que cura e sustenta. Um Pai que acolhe. Jesus tem revelado a ela a beleza da vida quando se olha com olhos de amor e colocado pessoas ao lado dela para cuidar, aconselhar e ajudar.

Jesus quer curar você de todo trauma, menina, que talvez esteja grávida. Filhos são presentes de Deus. Há um presente no seu ventre com valor inestimável. Ame a vida e busque ajuda em Deus e em pessoas que você confia.

Assuntos como esse, não são tratados nas igrejas abertamente, porém todas as histórias que me deparei eram de meninas cristãs. Há uma geração sofrendo calada.

Que possamos ser um canal de SOCORRO para essas meninas adolescentes. Jesus te ama, menina! Você não está sozinha!

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One Reply to “GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA | Uma criança gerando outra criança”

  1. Forte!

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