MINHA NOIVA DE PARIS | Por Lucas Santos

Feche seus olhos… permita-se sonhar… foi o que eu fiz.
Fechei meus olhos,
Mas logo abri.
Abri meus olhos,
Em uma viagem,
Viagem da qual eu prometi,
Viagem para bela Paris,
Paris sem torre Eiffel, sem chaminés, sem chafariz, sem chá-fá-fiz,
Paris sem francês, sem ratattouille,
Paris que não é visitada por turistas, e nem fica em outro país.
Paris que não tem este nome, e que nem Paris é.
Paris tão bela quanto Paris. Paris tão profunda quanto Paris.
Paris tão charmosa e tão graciosa quanto Paris.
Paris que não está no mapa mundi,
E nem possui museu do louvre com pipoca pra experimentar.
Será que eu errei o nome?
E ao invés de Paris só acertei o P de Pipoca?
vamos ver… Ela é branquinha e delicada, Cheirosa e com um sabor admirável,
É impossível enjoar-se dela, e ficar sem ela é desagradável…
HUUUUM…..Mas não… ela não é pipoca…
Acho que é Paris mesmo…
P.A.R.I.S
P de Preciosa, Presente, Princesa, Profeta, Perfeita, Pequena.
A como Admirável, Alegria, Amiga.
R que faz lembrar Reconforto, Realeza, Revestida de Riqueza.
I que é Incrível, Indescritível, Inteligente, Importante.
S de Sensacional, Surpreendente, Sincera, Serelepe, Simpática, Sal.
É… Acho que é Paris mesmo..
Ou melhor, acho que é a frança inteira!
Ou melhor, acho que é o Mundo inteiro.
Não qualquer mundo, não não… Noiva!
És meu mundo inteiro!
És minha China, Europa e Japão,
És meu Deserto Africano, minha floresta Canadense,
És as cores amarelas e verdes do brasil, meu Sertão,
És as nações inteiras em uníssono no rebater-se de meu Coração!
És minha estação.
És meu inverno, outono, primavera e verão.
Minha Paris, meu coração.
Mas acho que pera aí, aonde estou?
Estou em paris mesmo!
Ao lado de uma Noiva tão estilosa quanto uma Parisiense,
Me faz pensar que em suas grandes viagens noturnas, já visitaste as lojas nobres,
Ja visitaste… Ja visita.. Ja visitei…
Caminhando nas margens do Sena de mãos dadas com você, como esquecer?
A noite chega com suas lâmpadas incendiárias,
A chuva serena cai indiferente na Place de l´Opera,
e os cafés recolhem casacos na noite molhada de Paris,
Me aqueço no La Pax, Boulevard des Capucines,
A mesa é rústica e as batatas fritas estão quentinhas, minha noiva, amada minha,Princesa linda, exalando-se, alimentando-se de dois pensantes,
Um livro se espalha, descontraído, num colo macio,
Meu próprio filho, encarnado em folhas de papéis,
Suas mãos o seguram e parece nem valorizar seus olhos de fogo em cada letra de amor,
O girassol, da varandinha, da cafeteria, calado, entende o caminho dos poetas,
Mesmo sem ver naquela hora, a luz do dia,
Me comoveste, perdi o folego,ah, e o seu olhar foi bem na mira.
Me apanhaste pela mão, graciosa, sorriu no canto dos olhos,
És reta, estreita, sua mão direita contra o meu peito;
Me confundindo, me revelando, me construindo, reconstruindo,
Me apaixonando. Apanho estrelas, possuo meus filhos… azuis de sonhos,
Sonhos de pensamentos Dourados de te amar.
E estes cafés que são pensantes que não dormem de madrugada?
Mas olha! Já É manhã!
Seguimos pelo Boulevard du Montparnasse
No LA coupole, me abraçou, tirou o vazio, ao seu lado,
Me senti completo.
O relógio conclui que já são horas de terminar esta viagem,
E eu corri para passar, em aventura,
Na Eiffel tower antes de voltar..
Sob o Céu intenso palavras doces estou a doar,
Seu perfume acompanha as borboletas que estão aqui a voar,
Doce menina, menina minha, meu sol, minha noite linda, meu luar,
Vem aqui, vem Descansar!
Descansar nos bancos dos jardins,
Deixa-me colher os melhores jasmins!
Olhar as crianças brincando,
E você me esperando,
E eu aqui pensando,
Que sem você,
Eu nunca serei feliz, nem em Paris.
Porque você é minha Paris.
Minha Noiva,
Igreja Minha,
Me aguarde ansiosa,
Estou chegando pra te fazer feliz.