NÃO PARE DE SONHAR | Por Jéssica de Oliveira

Estive refletindo sobre sonhos, e dentro dos meus pensamentos acabei encontrando uma coleção quase que infinita deles mortos; é óbvio que cada um entrou pra uma classificação de causas de morte diferente; alguns foram mortos pelo meu imediatismo – essa minha vontade de querer as coisas pra ontem já engoliu milhares -, outros foram pegos pela minha ansiedade extrema, alguns pela minha falta de perseverança; e a maioria deles caíram no buraco que é a minha falta de confiança – em mim e em Deus -, e simplesmente foram enterrados vivos. Alguns eu julguei banais, insignificantes, fantasiosos e irreais demais pra acontecerem. Até porque, quem nunca pensou:

Deus tem coisa melhor pra se importar?

Já compartilhei sonhos que no final de uma conversa não havia nenhum rastro de esperança que me fizesse acreditar que poderia sim realizá-los; muita gente já matou os meus sonhos – e isso é uma influência inconsciente que infelizmente sofremos -, e além de tudo acredito que ninguém resolve sair por aí destruindo sonhos. Mas, além de todas essas causas, motivos, razões de morte, encontrei uma pior ainda, a minha própria mente; ela é capaz de destruir qualquer coisa. A opinião alheia pode sim me influenciar, mas se eu decidir ignorar ela perde totalmente o seu poder, ainda que ecoe por um algum tempo na minha mente; mas e quando a razão pra desistência nasce e cresce dentro de nós, como a ignoramos? É por isso que o nosso eu é considerado o nosso maior inimigo, porque dentro dele esbarramos com a insegurança, o medo e todas as barreiras que pode nos impedir; em um segundo perdemos a nossa identidade e abraçamos outra totalmente contrária daquilo que Ele pensa sobre nós e afirma diariamente. É assustador ter que lidar consigo mesmo, ter que moldar a mente todos dias, as vezes cansa, eu sei.

Recentemente fui convidada – por Deus – a sonhar tudo aquilo que eu deixei pra trás em algum momento da minha vida. Porque por mais que eu considere alguns desses – muitos – sonhos bobeira demais, ao tornarem-se reais, eles acabam tornando-se também testemunhas de encorajamento há inúmeras pessoas que por algum motivo resolveram ser céticos em relação aos seus próprios sonhos. Entenda que os nossos sonhos não são uma fábrica de egoísmo, algum tipo de idealização pessoal, onde o fim deles é em si mesmo – e se for, por favor, trate de deixá-los ir -; os nossos sonhos estão ligados ao coração de Deus; e por estarem conectados a Ele o fim é em outras pessoas. Eu sei, a mente humana é incapaz de entender tamanha grandeza; somos presos ao impossível, quando temos um Deus do impossível ao nosso lado; e por esse motivo eu escrevo, acredito que o convite pra voltar se estende a todos nós que um dia deixamos de sonhar. Continue sonhando; sonhe mesmo, sonhe muito e sonhe alto!

Texto escrito por Jéssica de Oliveira publicado com a permissão da autora.

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