NEM AS TREVAS SÃO TREVAS PARA TI | Por Giselle Prado

Desde pequena, pessoas, profetas e pastores chegam até a mim dizendo que seria muito usada e que a obra do Senhor é muito grande na minha vida. Confesso que tais palavras são difíceis de esquecer.

Elas ecoam, ecoam… E ecoam…

Hoje, 13/08/2012, faz um mês que não vou para a igreja e nunca pensei ou imaginei que pudesse sentir o que estou sentindo nesses dias em que tenho vivido.

Sinto saudades de sentir o eterno Deus nos louvores; de entregar a minha adoração e sentir que Ele está recebendo; de ouvir Deus falar através de Sua palavra… Quanta saudade…

Estou aflita pelos conflitos que há dentro de mim.

A igreja é composta por pessoas e pessoas são falhas, portanto, não há igreja perfeita. Não se iluda! Precisamos buscar a perfeição no amor de Cristo, mas somos humanos… Uma hora ou outra iremos errar, infelizmente.

Minha concepção de igreja é sinônima de corpo, o que é formado por membros em plena harmonia, união e COMUNHÃO. E isso vai muito além do que estar junto. Comunhão é ter a sensibilidade, a sensibilidade de sentir as alegrias e as tristezas de seus irmãos. Eu realmente busco viver isso.

Mas afinal, qual o motivo de tanta aflição?

Por certos fatos que ocorreram em razão de uma desobediência minha, mamãe com toda a sabedoria baseada na palavra de Deus escrito em provérbios o qual diz que os pais devem corrigir os seus filhos quando eles o desobedecerem, ela me corrigiu, pois ela falava alguma coisa eu não obedecia de prontidão.

Nesse tempo como já relatei, eu estava afastada dos caminhos do Senhor. Então tomei a decisão da minha mãe como um ato insensato. A mágoa entrou. Que coisa horrível! Eu me via cercada de escuridão, mas eu queria afirmar para mim mesma que tudo estava tudo bem. Tolinha… Eu mal conseguia sair do lugar, sem saber por aonde ir ou para onde ir. A opressão, angústia, tristeza e o medo vieram e eu abri a porta e disse: “podem se acomodar aqui dentro!”.

“-Deus!” – Meu espírito gritava.

Tudo virou trevas… As pessoas, meus pais, as igrejas.

Domingo passado fui a uma igreja aqui perto de casa. Igrejinha cheia do amor… Só faltaram estender o tapete vermelho para eu entrar rs.

Os irmãos pareciam que me conheciam ou que eu era alguém muito importante. Tanto amor e atenção que me foi dada que eu me senti constrangida, pois sabia que aquilo que eu estava vendo, o amor e atenção, não pertencia a eles, pois nada de bom nos pertence. Tudo vem do Pai!

Sentei na última fileira, no canto do corredor central. TUDO me impressionou… A igrejinha tradicional, paredes brancas e as pessoas todas muito simples.

Quer cantar? “Vamos dar a oportunidade para o irmão: Fulano para louvar ao Senhor”.  Em uma dessas vezes foi um irmão chamado Roberto, um japonês, que antes de louvar pregou rapidamente a respeito de mágoa e que é preciso liberar perdão sobre as pessoas e sobre nós mesmos também.

Não acredito em acasos ou coincidências. Era Deus falando comigo!

Senti-me acolhida e chorei, chorei muito. Principalmente quando foi um coral de irmãs lá na frente cantar a música: A Ele a glória. Quanta saudade eu estava de me derramar aos pés do Senhor.

Tamanho amor que senti me fez liberar o perdão para mim mesmo e para minha querida mãe. Compreendi o ato dela como um ato de amor e ela seguiu aquilo que está escrito na palavra de Deus, ou seja, quem estava errada a todo o momento era EU!  O peso que estava sobre mim saiu!

As orações incessantes da minha mãe, o amor e a graça de Deus clarearam a minha escuridão.

Então eu voltei… Voltei para a onde eu JAMAIS devia ter saído do caminho de luz!

Quando ninguém me viu ou quando nem eu mesma me via por tamanha escuridão, Ele me viu e com seus braços de amor me resgatou me trazendo o entendimento que eu precisava, pois nem as trevas são trevas para Ele.

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