NOSSOS ÍDOLOS CHAMADOS DE RELACIONAMENTOS AMOROSOS | Por Andressa Pécora

Muitos de nós somos cristãos ortodoxos e fervorosos. Cremos nas doutrinas da Graça, nos 5 pontos do Calvinismo, assistimos 5 sermões do Charles Spurgeon por dia e vamos à igreja todo domingo, religiosamente. Até que aparece alguém no nosso caminho com um rosto bonito e uma personalidade agradável. Não precisa ser verdadeiramente cristão, nos contentamos em ouvir um: “acredito em Deus”…

Tudo que aprendemos durante anos, jogamos no lixo e finge que nunca aprendeu. Todos os princípios bíblicos que defendíamos ferrenhamente, são ignorados como se deles nunca tivéssemos ouvido falar. Todos os ideais de santidade e pureza que outrora almejávamos em um relacionamento, agora não tem sentido, quem dirá importância. Em nome do nosso pecado mascarado de amor, nos vestimos de lobos para que possamos suprir as expectativas do nosso companheiro. Então, aderimos voluntariamente a todos os hábitos pecaminosos daquele de quem gostamos, pois de outra forma não seria possível conviver, o relacionamento chegaria ao fim. E nós, como bons idólatras, não podemos deixar nosso ídolo escapar de nossas mãos.

À semelhança de soldados que fracassam antes mesmo de irem para a guerra, nós baixamos a guarda; nos rendemos e entregamos nossas armas ao inimigo de nossas almas. Dizemos a nós mesmos em voz baixa:

“Preciso satisfazer a concupiscência da minha carne. Não importa se estou pecando. Não me interessa saber se meu relacionamento é bíblico, ou se estou me envolvendo com um falso cristão, basta que meus sentimentos sejam correspondidos e minhas carências emocionais estejam sendo supridas.”

Mas, como somos orgulhosos demais para admitirmos que nosso coração nunca desarraigou do mundo e seus prazeres, seguimos usando nossas máscaras de cristãos, pregando dois discursos excludentes entre si, um com nossa vida e outro com nossas palavras. Assim, lemos livros teológicos, acompanhamos bons pregadores, lemos a Bíblia periodicamente e oramos sempre antes de dormir, enquanto conservamos nossos amores impuros, promíscuos e abomináveis perante Deus.

Lembremo-nos: ovelha que se veste de lobo nunca foi ovelha. Por isso, analisemos a nós mesmos a fim de sabermos se somos verdadeiramente salvos, ou se até então foi tudo uma farsa.