O QUE APRENDI COM ELE | Por Flávia Ferreira

Já faz alguns anos que perdi a minha avó materna, e, recentemente o meu avô paterno se foi. Hoje tenho  aqui comigo apenas o meu avô materno, que dentre os avós, é o único ainda vivo.

Há anos atrás, quando perdi a minha avó, eu não poderia descrever para você o quanto doeu. E até hoje ainda dói. Há meses quando perdi o meu outro avô eu senti essa mesma tristeza visitar. Nesse tempo ouvi alguém dizer que não sabemos ao certo lidar com a dor da perda porque não era assim que tinha que ser, era pra vivermos eternamente não tendo que experimentar a morte. Isso ficou em meu coração e lembro de eu até dizer para Deus: acho que entendi algo. 


Em Deus há vida eternal, acredito veemente que os meus avós que já se foram descansam com Ele. Mas a realidade dos fatos me despertou para a vida. É inevitável que tenhamos que nos despedir de pessoas aqui nesta terra, mas, o que dá para evitar, é que deixemos que essas pessoas partam sem mostrar  o quanto as amamos.

Se tem uma coisa que as perdas me ensinaram, foi isso. Quando a morte vier, que ela não leve os nossos sonhos, nossos  momentos, nossas vidas. Que quando ela inevitavelmente vier, não nos roube nada, porque já teremos vivido tudo que podíamos.

Por isso, que você que lê isto, possa olhar à sua volta neste momento. Talvez você já tenha até ouvido estas palavras, mas repito mais uma vez, porque é importante: dê valor às pessoas que ainda estão a sua volta, não deixe elas irem para que você perceba o que poderia ter feito e não fez. Ame mais, seja mais gentil e paciente. Perdoe mais, faça favores. Se desculpe. Não tenha vergonha de dizer um ‘eu te amo’.

Pode ser que daqui a algum tempo você queira dizer, mas já não tenha alguém lá para ouvir. Não reprima a vida, faça tudo o que você puder para aqueles que ama na primeira oportunidade. Eu ainda tenho um avô, ele mora perto de mim e, sempre que possível quero ouvi-lo falar, quero fazê-lo rir, abraçá-lo, almoçar com ele, sentar debaixo do pé de manga da casa dele para ouvir os ‘causos’ que ele tem para me contar. Quero que quando tudo aqui se findar, eu possa olhar para trás e saber que o amei e amei todas as pessoas à minha volta em todas as oportunidades que tive.

Quero que a morte não nos tire nada, que tenhamos vivido e amado tanto quanto podíamos. Como eu quero isto.

Peço com o meu coração que você faça o mesmo.

6 Replies to “O QUE APRENDI COM ELE | Por Flávia Ferreira”

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