PRIMEIRO DIA NO CAMPO MISSIONÁRIO|”Não temas, crê somente. Marcos 5:36. ”

Estou de volta a São PauFB_IMG_1469467716893PhotoGrid_1469468221486lo trazendo comigo uma bagagem impagável que adquiri em minha primeira viagem missionária à cidade de Petrolina – PE. Eu talvez não consiga passar fielmente em palavras tudo o que Deus me fez viver nesses dias, mas, quero através das palavras inspirar você que talvez tenha o chamado missionário e ainda lhe falta coragem ou convicção para atender Aquele que te escolheu. Não vou me prender a título eclesiástico e dizer que sou uma ou a “missionária”, mas há algo que inflama e queima em meu coração que é poder dividir o amor de Deus com todos que eu puder, e onde Deus me levar, independente de estar fora da minha cidade, bairro, zona de conforto… poder falar de Jesus à pessoas que necessitam conhece-Lo é algo maravilhoso (difícil descrever em palavras), e o meu PAI determinou o destino de uma viagem que marcaria minha vida, minhas convicções como pessoa para atender o chamado Dele.

05/07/2016 às 06:35 estava embarcando para  viver uma história que o próprio Deus escreveu, momentos antes do voo as expectativas estavam a mil, um certo medo de estar entrando no desconhecido me assolou, mas Deus em sua constante fidelidade sempre trazendo Sua paz ao meu coração e me dando confiança, me fez lembrar de uma visão que eu tive, em que eu mesma me jogava no escuro e as mãos Dele estavam lá para me amparar. Nada dependia de mim, não era pela minha força, meu entendimento, nada de mim, tudo era Ele, e eu só precisava me apoiar nele e o resto Ele dava conta.

Chegando em Petrolina tivemos um almoço de comunhão na casa do pastor da igreja base do nosso ministério, ele cuidou de nós em todo o período da viagem, comida boa, um tempero nordestino incrível junto com muito amor (tudo de bom). Após o almoço fomos para nosso “alojamento”, 25 mulheres num galpão com um banheiro para necessidades fisiológicas sem descarga (tínhamos quer usar o balde), e um banheiro com um chuveiro para tomarmos banho, cimento batido, ainda no reboco (tanto o local de dormir quanto os banheiros), Glória a Deus por termos um teto para dormir todas as noites e banheiro para nossas necessidades. Enchemos os colchões infláveis descansamos um pouco e logo mais a noite fomos à igreja para jantar e orar.

No dia seguinte acordamos às 07:00 da manhã pois às 08:00 deveríamos estar na igreja para o devocional (palavra matinal alimento para os missionários durante a missão do dia), normalmente a devocional era às 07:00 mas devido ao cansaço e alguns missionários ainda estarem chegando, nesse dia nossa líder nos deu uma hora a mais de descanso. Aleluia!!

Após o devocional começamos a obra, estávamos em 41 missionários (16 homens e 25 mulheres), fomos divididos pela liderança em equipes de 3 para ir às casas pregar o evangelho. No começo foi difícil para mim, nunca tinha feito esse tipo de evangelismo porta a porta (algumas vezes até entrar na casa da família), aqui em São Paulo não temos esse costume, mal atendemos as pessoas que tocam a campainha, me senti como testemunho de jeová, mas amém, essa era a estratégia e logo eu entenderia os propósitos de Deus. As pessoas não iam a igreja, não tem evangelismos urbanos como em São Paulo e algumas outras capitais brasileiras, lá não tem muitas igrejas, e a palavra tinha que chegar a elas de alguma forma, então nós fomos com nossos cântaros cheios levar a água da vida para aqueles que tem sede.

No começo fiquei um pouco travada, era algo novo, como estávamos em três, um ministrava a mensagem o outro intercedia (em espírito pela equipe, intercessão em espírito para não confundir quem estava sendo ministrado) e o outro no final fazia a oração e o apelo, mas lógico que se alguém sentisse de Deus para falar algo a mais, complementar a mensagem do outro era livre, nosso papel ali era dar total liberdade ao Espírito Santo para fazer como ele quisesse. Eu preferi no começo observar mais e aprender, como era a minha primeira experiência eu quis meio que pegar as “técnicas” do negócio haha, mas de cara me colocaram para falar, minhas pernas tremeram, mas eu lembrei do que Deus ministrou ao meu coração no aeroporto e apenas deixei com Ele: “Senhor, eis-me aqui, usa-me como queres”. Não tem nada melhor do que depender exclusivamente de Deus, glória a Ele, naquela visita uma alma aceitou a Jesus, mérito meu? NUNCA! Deus fez a obra e uma vida se rendeu aos seus pés.

Muitas vezes achamos que para alcançar os corações precisamos de palavras eloquentes, um português encorpado, mas não, no campo uma das maiores lições que eu trouxe comigo é a simplicidade com que Deus trabalha, dizer a alguém a verdade que habita em você, que Jesus morreu por causa de um amor incondicional, que todo aquele que nele crê não perecerá mas terá a vida eterna, dizer que Ele é a fonte de água viva e quem beber dessa fonte não tornará a ter sede, isso é o que traz o convencimento, o evangelho puro, verdadeiro e simples.

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