UM AMOR COMO UMA GARRA DE UM LEÃO | Por Giselle Prado

 

Foi como um piscar de olhos…

Sexta- feira, 18:40, metro Paraíso, São Paulo.

Um grito desesperado: “NÃO! SEGURA!”

Era eu… onde logo me vi ao chão ao lado de um homem, aparentemente na faixa etária dos 40 anos, vestindo shorts e camiseta, moreno, com bigode e dois policiais tentando imobilizar o senhor.

O que havia acontecido? Eu estava com os olhos estáticos e trêmula. Fui indo para o canto, tentando “digerir” o que havia acontecido. Então me pus de frente com os policiais, e o homem e comecei a chorar.

” – Se acalme! Ele te machucou? Ele pegou algo, moça?”

Sem nenhuma palavra, aos prantos, apenas balançava a cabeça que não. O que fazer? Então me dispus a fazer o possível para vê-lo preso. Os policiais, então conduziram o homem na frente e eu atrás para uma ala no metro, onde pude ficar longe, e sentar para me acalmar.

1… 2… 3… Respira e inspira.

“Você é a Giselle, né?!” – Uma moça que me conhecia na infância, derepente apareceu. “Respira. Já passou”, disse ela, enquanto passava a mão nas minhas costas, tentando me acalmar. Enquanto isso eu tentava processar o que havia acontecido.

Sentei… e de olhos abertos fixos pro nada, vi o filme passando diante dos meus olhos…

Passando pelas catracas, ao lado direito, para desembarcar do metro, recebi uma mensagem da minha manicure dizendo que não poderia me atender no horário marcado. Ao responde-la, um homem, repentinamente tentou furtar minha bolsa e celular, porém eu imediatamente segurei, gritei e fui ao chão com ele. Sim, eu reagi. Nisso apareceram dois civis do metro, que estavam fazendo “ronda” e logo o imobilizaram, algemando.

Após alguns momentos de espera, a menina doce que apareceu me acalmar, se tornou como testemunha do ocorrido. Mais alguns minutos esperando, o Rodrigo logo apareceu para me acalmar também e então fomos para delegacia fazer boletim de ocorrência.

Parecia que a qualquer momento, aquele ser iria conseguir se safar e fazer algo comigo… Eu estava me sentindo extremos, tão forte e tão frágil.

Chegada a hora de depor, ao entrar na delegacia rumo à sala do delegado, era como se fosse um filme e o mesmo pensamento de inúmeras situações que já vivi “isso aconteceu comigo?”. Entrei na sala do delegado junto com os civis e depus. Delegado simpático, mas logo me avisou que o indivíduo seria solto depois de um dia, pois não houve violência física e tentativa frustrada.

Confesso que não fiquei tão surpresa ao ouvir isso… Sei da lei do nosso país, já esperava. E eu estava ali, fazendo minha parte. Se ele pagará aqui ou não, não sei, mas sei que ele irá colher o que plantou seja aqui nessa vida ou na que há de vir.

Após o acontecido, me pus a refletir sobre a cada segundo da situação e eu pude ver claramente mais uma vez o cuidado claro de Deus com a minha vida. O cuidado dele foi com uma rocha, uma fortaleza que fez jorrar em mim forças para gritar, para segurar e ser firme na hora em que eu mais precisava ser. Quem me conhece sabe, que minha reação natural não seria JAMAIS essa. Mas Ele está ao nosso lado.

Estou abalada emocionalmente, mas não destruída. Foi um susto rápido, mas muito intenso.

Ele cuida de nós. Ele cuida! Quantos não são os livramentos que vivemos que nem ao menos nos damos conta…

Os anjos do senhor estão acampados ao redor daqueles que O temem.

Eu temo ao senhor! Ele me guardou e livrou!

Sobre o reagir… Segundo o delegado, a maioria das pessoas que furtam coisas, principalmente no metro, não andam armadas, pois não querem ser vistas e nem pegas. No caso desse indivíduo, ele não teve esperteza o suficiente, pois foi em frente à catraca, próximo a bilheteria, onde deu de cara com os civis.

Bem entendo, quando diz “amor furioso”, “tens ciúmes de mim”, “o seu amor é como a garra de um leão” … OBRIGADA, DEUS!

Agora precisamos vigiar e orar … Orar para que nossos amigos e amigas sejam guardados dos homens sanguinários e que haja justiça no nosso país!